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Perda auditiva e demência: qual é a conexão?

Recentemente, muitos estudos têm encontrado uma associação entre dificuldades auditivas não tratadas, doença de Alzheimer e outros tipos de demência. Ou seja, pessoas com problemas auditivos têm maior probabilidade de desenvolver distúrbios cognitivos do que as pessoas que ouvem bem. Esta é uma área de intensa pesquisa com muitas perguntas sem resposta.

Embora a associação exata entre as duas condições ainda não tenha sido identificada, estudos recentes demonstram potenciais teorias para os processos biológicos e cognitivos associados a esta ligação.

Consulta de mulher com especialista

É comum as pessoas desenvolverem algum tipo de dificuldade auditiva gradual à medida que a idade avança e a verdade é que muitas pessoas com demência também vivem com dificuldades auditivas. Viver com as duas condições pode apresentar desafios, mas há formas de ajudar estas pessoas a viver com melhor qualidade.

Neste artigo, analisamos a ligação entre dificuldades auditivas adquiridas e demência, o que revelam os estudos mais recentes sobre este tema e de que forma é possível ajudar quem vive com estas condições.

O que revelam os estudos

Em julho de 2021, um estudo* publicado descobriu que as pessoas que têm dificuldade em ouvir discursos em ambientes ruidosos eram mais propensas a desenvolver demência do que aquelas com audição normal, conforme medido ao longo de um período de 11 anos. Esta foi a primeira vez que o discurso em ambientes com ruído foi especificamente estudado. No entanto, o estudo não foi capaz de determinar se a dificuldade auditiva não tratada causou a demência, apenas que elas estão relacionadas.

Num outro estudo*1, uma equipa da Universidade Johns Hopkins analisou as pontuações de comprometimento cognitivo ao longo de seis anos em quase 2.000 idosos. Esta concluiu que aqueles com dificuldade auditiva tiveram um declínio mais rápido. Os voluntários eram todos cognitivamente normais quando a pesquisa começou. Mas, no final do estudo, as pessoas com dificuldade auditiva tinham 24% mais probabilidade de atingir o padrão de défice cognitivo em comparação com pessoas com audição normal.

Mulher a testar aparelhos auditivos

Viver com demência e dificuldades auditivas

Viver com as duas condições é, obviamente, mais difícil do que viver com apenas uma delas. Tanto a demência como a dificuldade auditiva podem ter um impacto enorme no dia a dia de uma pessoa, dificultando coisas tão básicas como a comunicação com os outros. Podem também levar a um maior isolamento social, a perda de independência e problemas com as atividades diárias e, como resultado, fazer com que o estado cognitivo pareça ainda pior.

Os investigadores não têm a certeza se os aparelhos auditivos podem prevenir ou reverter o declínio cognitivo, embora os dados iniciais pareçam promissores, especialmente quando se trata de retardar o início da demência.
Um estudo da Universidade do Texas, desenvolvido pela investigadora Jamie L. Desjardin, descobriu que o uso de aparelhos auditivos pode melhorar algumas funções cognitivas em pessoas com dificuldades auditivas.

Aparelhos Auditivos podem melhorar funções cognitivas

Desjardins explica que “quando uma pessoa tem dificuldades auditivas e não usa aparelhos auditivos, ela pode até compreender o que o outro interlocutor diz, mas isso à custa de muito mais esforço.”

Ela explica que, nestas circunstâncias, “as pessoas estão a utilizar a maioria dos seus recursos cognitivos para perceber uma determinada mensagem”, e que isto é extremamente penoso e desgastante.
Esta pessoa acaba por despender muito mais energia e sentir-se muito mais cansada ao final do dia. Afinal, consome demasiado o seu cérebro a tentar realizar uma atividade que não necessitaria de tanto esforço. E acrescenta: “Isto afeta a sua qualidade de vida.”

Neste estudo, a investigadora avaliou um grupo de indivíduos, com idades à volta de 50 e 60 anos, com dificuldades auditivas e que nunca utilizaram qualquer aparelho auditivo. Foram efetuados testes cognitivos para medir a memória de trabalho, a atenção seletiva, assim como a capacidade de processar discursos antes e depois de começarem a utilizar aparelhos auditivos.

Os resultados foram impressionantes. Apenas duas semanas após terem começado a utilizar aparelhos auditivos, os testes revelaram que houve um aumento percentual na capacidade de recordar palavras associadas à memória de trabalho, assim como nos testes de atenção seletiva.

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No final do estudo, os participantes mostraram melhorias significativas nas suas funções cognitivas. A investigadora Jamie L. Desjardin afirma que estudos mais aprofundados serão necessários para aprofundar esta temática. Há ainda um longo caminho a percorrer para se entender todos os benefícios da utilização de aparelhos auditivos.

Este estudo alerta, assim, para a importância de procurar uma solução para as suas dificuldades auditivas e, se for o caso, começar a utilizar um aparelho auditivo . Os benefícios são muito mais imediatos do que se poderia pensar e o impacto na qualidade de vida dos utilizadores pode ser imenso.

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