Saúde Auditiva
Tem aumentado o volume da televisão?
Sente dificuldade em acompanhar conversas em ambientes com ruído?
Estes pequenos sinais, aparentemente insignificantes, podem indicar que a sua audição está comprometida.
A audição é muito mais do que captar sons: é o que nos liga às pessoas e ao mundo à nossa volta. Quando começa a falhar, mesmo de forma subtil, afeta as nossas relações pessoais e profissionais de maneiras que talvez nem imagine.
A perda auditiva afeta milhões de pessoas, mas muitas vezes passa despercebida. A boa notícia? Na maioria dos casos, pode ser prevenida ou acompanhada de forma eficaz.
Conheça os principais fatores que colocam a saúde auditiva em risco, identifique os sinais de alerta e descubra como manter sempre uma audição ativa.
Saúde auditiva: as condições auditivas mais frequentes
Existem várias condições que podem afetar o ouvido. Algumas são passageiras, outras exigem maior atenção.
De seguida, mostramos-lhe as mais comuns e de que forma podem influenciar não só a sua audição, mas também o seu bem-estar.
Infeções no ouvido: otite média e externa
A otite, quando não é acompanhada de forma adequada, pode comprometer a audição. Apesar de ser, na maioria dos casos, uma situação temporária, pode provocar sensação de ouvido tapado e diminuição da audição, pelo que é essencial não ignorar os primeiros sinais. A ausência de um acompanhamento adequado aumenta o risco de complicações auditivas que, em alguns casos, podem tornar-se permanentes.
Zumbidos nos ouvidos (tinnitus)
O tinnitus corresponde à perceção de sons internos (como zumbidos, assobios ou batimentos) que não têm origem no ambiente exterior. Pode surgir após exposição a ruídos intensos ou estar associado a alterações no ouvido interno. Em algumas situações desaparece com o tempo. Noutras, pode persistir e causar desconforto, interferindo na concentração, no descanso e no bem-estar diário.
Labirintite: perda de equilíbrio e de audição
A labirintite ocorre quando estruturas do ouvido interno responsáveis pelo equilíbrio e pela audição são afetadas. Esta condição pode provocar tonturas intensas, sensação de vertigem, instabilidade ao caminhar e, em alguns casos, diminuição temporária da audição. Os sinais podem surgir de forma súbita e interferir com as atividades do dia a dia.
Hiperacusia: sensibilidade excessiva ao som
A hiperacusia é uma sensibilidade excessiva aos sons do dia a dia, que passam a ser percecionados como demasiado intensos. Mesmo ruídos suaves podem tornar-se desconfortáveis e difíceis de tolerar. Esta condição pode ter várias causas, desde alterações no ouvido interno até fatores associados ao stress e ao bem-estar emocional.
Hipoacusia: diminuição da capacidade auditiva
A hipoacusia é uma diminuição parcial da audição que pode surgir por várias razões, desde o envelhecimento natural até à exposição prolongada a ruídos intensos ou alterações no ouvido. Pode afetar um ou ambos os ouvidos e, muitas vezes, dificulta a perceção de alguns sons, sobretudo das vozes mais agudas.
Fonofobia: medo irracional aos sons
A fonofobia é um medo intenso e irracional a determinados sons, que pode afetar de forma significativa a vida social e o dia a dia. Embora seja pouco comum, provoca um grande desconforto. As causas podem estar associadas a experiências traumáticas, à exposição a ruídos muito fortes ou a uma sensibilidade auditiva acima do normal.
Perda auditiva associada à idade (presbiacusia)
Com o passar dos anos, é natural que a audição comece a diminuir. A presbiacusia é uma perda auditiva gradual associada ao envelhecimento do ouvido. Normalmente afeta primeiro os sons mais agudos e pode dificultar a compreensão clara das palavras. É uma das causas mais frequentes de diminuição da audição em pessoas mais velhas.
Sinais de perda auditiva associada à idade
Alguns dos sinais mais comuns deste tipo de perda auditiva incluem dificuldade em compreender o que os outros dizem, necessidade de aumentar o volume da televisão ou maior esforço para acompanhar uma conversa.
Com o passar do tempo, estes sinais tornam-se mais evidentes e, para muitas pessoas, o uso de aparelhos auditivos acaba por ser uma forma de voltar a comunicar com confiança e desfrutar mais do dia a dia.
Causas comuns de perda auditiva
Exposição a ruídos fortes
Infeções e outros problemas do ouvido
Causas genéticas e hereditarias
Fatores ambientais e estilo de vida
Como lidar com a perda auditiva e outras
dificuldades de audição
Tudo depende da causa e do grau da perda. Hoje em dia, existem várias soluções que ajudam a melhorar a comunicação e a manter uma vida ativa. Não existem dois casos iguais, e a melhor opção é sempre aquela que se adapta às necessidades de cada pessoa.
Aparelhos auditivos
Quando começa a ser mais difícil perceber o que os outros dizem, os aparelhos auditivos podem fazer a diferença. Estes pequenos dispositivos amplificam e tornam os sons mais claros, tornando mais fácil compreender as conversas. Existe uma grande variedade de modelos, com diferentes funcionalidades, que se adaptam às necessidades de cada pessoa. Muitos deles são quase invisíveis em uso.
Estratégias para reduzir o impacto do zumbido
O zumbido pode ser muito incómodo, mas há maneiras de torná-lo mais suportável. Terapias sonoras, acompanhamento especializado e, em alguns casos, aparelhos auditivos com funções específicas para o zumbido, podem proporcionar alívio e contribuir para uma melhor qualidade de vida.
Conselhos práticos para proteger a saúde auditiva
Cuidar da saúde auditiva é essencial para manter uma boa audição ao longo de toda a vida.
De seguida, apresentamos alguns conselhos simples e eficazes para proteger os seus ouvidos:
Proteja os seus ouvidos dos ruídos fortes
Sempre que possível, use proteção auditiva em ambientes barulhentos, como fábricas, obras e concertos. Reduzir a exposição ao ruído é uma das melhores formas de proteger os seus ouvidos de danos graves e, possivelmente, permanentes.
Realize avaliações auditivas periódicas
É muito importante realizar testes auditivos regulares, especialmente a partir dos 50 anos ou quando há histórico de perda auditiva na família. Essas avaliações permitem detetar alterações em seus estágios iniciais, o que facilita uma intervenção precoce e evita que a situação piore.
Mantenha uma boa higiene dos ouvidos
Limpe apenas a parte externa da orelha com um pano macio. Evite usar cotonetes ou outros objetos no interior do ouvido, pois eles podem empurrar a cera para o fundo do canal e causar obstruções. Se sentir desconforto ou sensação de bloqueio, o ideal é consultar um profissional especializado.
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