Hipoacusia: causas, sinais e como preveni-la

A hipoacusia é uma perda gradual da capacidade de ouvir. Muitas vezes aparece de forma lenta, quase impercetível, até começar a afetar conversas, momentos em família e a confiança no dia a dia.

Se sente que tem dificuldade em perceber o que os outros dizem, aumenta frequentemente o volume da televisão ou pede várias vezes para repetirem frases, pode estar perante um dos primeiros sinais.

Nesta página vai descobrir quais são as causas mais frequentes da hipoacusia, os sinais a que deve estar atento e o que pode fazer para proteger a sua audição e agir o mais cedo possível.

Homem de meia-idade isolado, com pessoas de fundo a conversar.

O que é a hipoacusia?

A hipoacusia, também conhecida como perda auditiva, é a diminuição da capacidade de ouvir. Pode surgir de forma lenta e discreta ou aparecer de repente, afetando um ou ambos os ouvidos.

Em muitos casos, a pessoa começa por sentir dificuldade em acompanhar conversas, sobretudo em ambientes com ruído, como restaurantes, reuniões de família ou cafés. Aos poucos, sons que antes eram claros tornam-se menos nítidos, obrigando quem sofre desta condição a pedir para repetir, aumentar o volume da televisão ou evitar certas situações sociais.

A perda auditiva pode ser semelhante nos dois ouvidos ou mais acentuada apenas num deles. Quando isso acontece, torna-se ainda mais difícil perceber de onde vêm os sons ou acompanhar uma conversa normalmente.

Com o avançar da idade, é comum surgir a presbiacusia, uma perda auditiva associada ao envelhecimento.

Quanto mais cedo for identificada, maior é a possibilidade de preservar a qualidade de vida, a autonomia e o prazer de continuar ligado às pessoas e aos momentos que realmente importam.

Casal de meia idade a conversar na sala de estar.

Tipos de hipoacusia

Nem todas as perdas auditivas são iguais. A hipoacusia pode ter diferentes causas e afetar a audição de formas distintas. Conhecer o tipo de perda auditiva é essencial para encontrar a solução mais adequada e recuperar qualidade de vida.

Hipoacusia condutiva

A hipoacusia condutiva acontece quando o som tem dificuldade em percorrer o caminho até ao ouvido interno. Pode ser provocada por situações como acumulação de cera, infeções, inflamações ou pequenas alterações no ouvido, que impedem os sons de chegar com clareza. Em muitos casos, este tipo de perda auditiva pode ser temporário e ter tratamento.

Hipoacusia neurossensorial

A hipoacusia neurossensorial surge quando existem danos no ouvido interno ou nas estruturas responsáveis pela audição. É o tipo mais comum em pessoas mais velhas e está frequentemente associado ao envelhecimento ou à exposição prolongada a ruídos elevados ao longo da vida. Na maioria dos casos, trata-se de uma perda auditiva permanente.

Hipoacusia mista

Hipoacusia
mista

A hipoacusia mista combina características dos dois tipos anteriores. Ou seja, existe simultaneamente uma dificuldade na passagem do som e alterações nas estruturas internas do ouvido. Nestes casos, é ainda mais importante fazer uma avaliação auditiva para perceber a origem do problema e encontrar a melhor forma de lidar com ele. 

Principais causas da hipoacusia

A perda auditiva pode estar presente desde o nascimento, mas é mais comum surgir ao longo da vida, muitas vezes de forma lenta e quase impercetível.

Existem várias causas que podem contribuir para esta dificuldade em ouvir e conhecer a origem do problema é essencial para agir a tempo e proteger a audição.

Entre as causas mais frequentes, destacam-se:

  • O envelhecimento;
  • A exposição prolongada a ruídos intensos, como música muito alta, máquinas, obras ou ambientes ruidosos;
  • Algumas doenças e alterações do ouvido, como a meningite ou a síndrome de Ménière;
  • A acumulação de cera, que pode bloquear o canal auditivo e dificultar a passagem do som;
  • Certos medicamentos, infeções ou traumatismos que podem afetar a audição.

Fatores de risco

Existem alguns fatores que podem aumentar significativamente o risco de desenvolver perda auditiva ao longo da vida. Conhecê-los é importante para perceber se está mais vulnerável e, acima de tudo, para agir antes que afetem a sua audição e comprometam o seu bem-estar e a sua rotina. 

Os principais fatores de risco incluem:
  • Envelhecimento: com o passar dos anos, as estruturas do ouvido sofrem um desgaste progressivo, tornando mais difícil ouvir com clareza;
  • Exposição frequente a ruídos elevados: música alta, máquinas, ferramentas ou ambientes barulhentos podem danificar a audição de forma gradual;
  • Profissões em ambientes ruidosos: pessoas que trabalharam durante muitos anos em fábricas, construção civil, oficinas ou indústrias têm maior probabilidade de desenvolver perda auditiva;
  • Histórico familiar: em alguns casos, a predisposição genética pode aumentar o risco de problemas auditivos;
  • Problemas de saúde e certos medicamentos: algumas doenças, infeções ou tratamentos podem também contribuir para a diminuição da audição.

Quais são os sinais da hipoacusia?

A hipoacusia costuma surgir de forma lenta e discreta. Por isso, muitas pessoas habituam-se às dificuldades sem perceberem que estão, de facto, a ouvir cada vez pior.

Alguns dos sinais mais frequentes são:

  • Os sons parecem mais abafados ou menos nítidos;
  • Existe dificuldade em perceber o que os outros dizem, sobretudo em locais com muito ruído;
  • Falar ao telefone torna-se mais cansativo e confuso;
  • É frequente pedir para repetirem frases ou palavras;
  • Começar a colocar volume da televisão ou da rádio fica mais alto do que o habitual;
  • Há dificuldade em acompanhar conversas em grupo;
  • Sons agudos, como campainhas, alarmes ou vozes mais finas, tornam-se mais difíceis de ouvir.

Efeitos da hipoacusia no dia a dia

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Imagine a audição como uma estrada que leva os sons até ao cérebro. Quando essa estrada começa a ter obstáculos, a informação deixa de chegar com a mesma clareza. E o resultado é evidente: o cérebro recebe menos estímulos e tem de fazer um maior esforço para compreender o que acontece à sua volta.

Com o tempo, esta dificuldade pode refletir-se na memória, na concentração e até no equilíbrio.

Segundo vários estudos, a hipoacusia pode estar associada a problemas como:

  • Problemas cardiovasculares e doenças renais graves;
  • Depressão, devido ao isolamento e à diminuição da qualidade de vida;
  • Alzheimer e demência, aumentando o risco em pessoas com perda auditiva;
  • Diabetes, que pode aumentar a probabilidade de dificuldades auditivas.
 

Cuidar da sua audição é também cuidar do seu bem-estar e da sua ligação ao mundo que o rodeia.

Como prevenir a hipoacusia?

Cuidar da audição é uma das melhores formas de evitar dificuldades no futuro. Quanto mais cedo começar, melhor.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, existem alguns cuidados simples que fazem a diferença.

Conselhos importantes para proteger a audição:

  1. Evitar ruídos muito intensos e utilizar protetores auditivos em ambientes ruidosos.
  2. Fazer avaliações auditivas de forma regular, especialmente a partir dos 50 anos.
  3. Seguir as recomendações do especialista, incluindo a utilização de aparelhos auditivos quando indicados.
 

Pequenos hábitos hoje podem ajudar a manter uma boa audição ao longo da vida. 

Existe solução para a hipoacusia?

Nem todos os casos de hipoacusia podem ser revertidos, mas existem soluções que ajudam a voltar a ouvir melhor e a viver com mais conforto.

Em muitos casos, os aparelhos auditivos permitem melhorar a compreensão das conversas, reduzir o esforço para ouvir e facilitar o dia a dia.

Quanto mais cedo é feito o acompanhamento, maiores são os benefícios. Cuidar da audição é investir na sua qualidade de vida, autonomia e bem-estar.

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