Perda auditiva

A perda de audição afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Mesmo assim, muitas demoram anos a procurar ajuda e algumas nunca chegam a fazê-lo.

Ignorar os sinais pode afetar a qualidade de vida, dificultar as relações e até ter repercussões na saúde mental. Quanto mais cedo for detetada, maiores serão as possibilidades de minimizar os seus efeitos.

Descubra como pode enfrentar a perda de audição e voltar a sentir-se verdadeiramente presente na sua vida. 

pessoa feliz a usar aparelhos auditivos

O que é a perda auditiva?

A perda auditiva é uma diminuição da capacidade de ouvir, que se manifesta sobretudo na dificuldade em perceber conversas e outros sons do dia a dia. Pode afetar um ou ambos os ouvidos e classifica-se como unilateral ou bilateral. Além disso, pode ser simétrica, quando afeta ambos os ouvidos da mesma forma, ou assimétrica, se um ouvido ouvir melhor do que o outro.

As causas mais comuns são o envelhecimento (presbiacusia) e a exposição prolongada a ruídos intensos. Embora em alguns casos a perda de audição seja temporária, na maioria das vezes é permanente. No entanto, isso não significa que não existam opções eficazes para que possa voltar a ouvir com clareza e melhorar a qualidade de vida.

Como reconhecer a perda de audição (sinais de alerta)

A perda de audição tende a desenvolver-se de forma gradual, o que pode dificultar a identificação dos primeiros sinais. No entanto, existem sinais que merecem a sua atenção:

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  • Aumentar frequentemente o volume da televisão ou da rádio.
  • Pedir repetidamente que repitam o que foi dito.
  • Dificuldade em compreender conversas, especialmente em ambientes ruidosos.
  • Sensação de que as pessoas falam baixo ou de forma pouco clara.
  • Dificuldade em ouvir chamadas telefónicas.
  • Zumbidos nos ouvidos (também conhecidos como tinnitus ou acufenos).
  • Esforço constante para acompanhar e compreender as conversas.
  • Sons que parecem abafados ou distantes.
  • Dificuldade em distinguir certos sons, como o «s» ou o «f».
  • Evitar situações sociais devido à dificuldade em ouvir.

Tipos de perda auditiva

A perda auditiva mede-se em decibéis (dB) e classifica-se em diferentes graus, de acordo com a intensidade dos sons que a pessoa consegue ouvir:

Leve (21-40 dB)

Dificuldade em compreender a fala quando a voz é grave ou quando o interlocutor está distante.

Moderada (41-70 dB)

A voz é melhor entendida quando falam mais alto e a pessoa consegue ver quem fala. Alguns sons do dia a dia ainda são audíveis.

Grave (71-90 dB)

A fala é percebida quando falam alto e perto do ouvido. Os sons fortes também são ouvidos.

Muito grave (91-119 dB)

A fala não é ouvida, apenas ruídos muito altos.

Perda total (≥ 120 dB)

Conhecida como cofose ou anacusia, trata-se de uma ausência total de audição.

Quanto mais cedo a perda de audição for detetada, maiores serão as possibilidades de encontrar soluções eficazes para melhorar a qualidade de vida.

Perda auditiva neurossensorial

É o tipo mais comum de perda de audição e está geralmente associado ao envelhecimento natural ou à exposição prolongada a ruídos intensos.

Ocorre quando as células ciliadas da cóclea ou as vias nervosas, que ligam o ouvido ao cérebro, sofrem alterações, que comprometem a captação e a transmissão dos sons.

Na maioria dos casos, trata-se de uma perda permanente.

Características principais:

  • Dificuldade em ouvir sons agudos.
  • Sensação de que as pessoas falam de forma pouco clara.
  • Os sons podem parecer distorcidos, mesmo quando são audíveis.
  • Zumbidos nos ouvidos (acufenos) são frequentes.
mulher a ouvir mal

Embora não possa ser revertida, existem soluções eficazes que ajudam a melhorar a perceção dos sons e a facilitar a comunicação no dia a dia, como os aparelhos auditivos.

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Perda de audição condutiva

Este tipo de perda de audição ocorre quando existe uma obstrução ou um problema na passagem do som do ouvido externo para o ouvido médio, impedindo que o som chegue corretamente ao ouvido interno.

Características principais:

  • Sensação de ouvidos tapados.
  • Perceção da própria voz diferente ou mais alta.
  • Dor ou desconforto no ouvido (em alguns casos).
  • Geralmente é temporária e tratável. 

Perda auditiva mista

Como o próprio nome indica, a perda auditiva mista resulta da combinação dos dois tipos anteriores. Ou seja, existem tanto danos nas células do ouvido interno (componente neurossensorial) como problemas na condução do som (componente condutivo).

Como consequência, o impacto na audição pode ser maior e a forma de lidar com isso costuma exigir soluções adaptadas a cada caso.

pessoa com dificuldades auditivas

O que causa a perda de audição?

A perda de audição pode estar presente desde o nascimento, devido a causas genéticas ou a complicações durante a gravidez, mas também pode surgir mais tarde ao longo da vida.

Entre as causas mais comuns estão o envelhecimento, a exposição a ruídos intensos e a acumulação de cerúmen. Além disso, o uso de determinados medicamentos e algumas condições de saúde também podem afetar a audição.

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Como lidar com a perda de audição

A perda de audição pode variar em grau e características. Para muitas pessoas, os aparelhos auditivos são uma opção eficaz, ajudando a amplificar os sons e a tornar a comunicação diária mais clara e confortável. 

Dependendo das necessidades individuais, existem diferentes modelos e tecnologias de aparelhos auditivos, que podem ser ajustados para proporcionar uma experiência auditiva natural e personalizada.

Como prevenir a perda de audição

Proteja os teus ouvidos

Utilize proteção auditiva em ambientes ruidosos (acima dos 85 dB), como concertos, discotecas, fábricas ou eventos desportivos, ou quando utilizar máquinas e ferramentas ruidosas.

Mantenha-se mentalmente ativo

As atividades que estimulam o cérebro, como ler ou resolver jogos de lógica, ajudam a manter a capacidade de processamento auditivo.

Adote um estilo de vida saudável

O exercício físico regular e uma alimentação equilibrada podem ajudar a manter uma boa saúde auditiva.

Procure manter os ouvidos sempre secos

Depois de nadar ou tomar banho, seque bem os ouvidos.

 
 
 

Não hesite em utilizar aparelhos auditivos

Se lhe forem recomendados, adapte-se a eles o mais cedo possível para obter os melhores resultados.

Faça testes auditivos com regularidade

Especialmente a partir dos 50 anos, é importante realizar avaliações auditivas periódicas com um especialista.

Os melhores aparelhos auditivos para a perda de audição

Os aparelhos auditivos modernos são pequenos dispositivos eletrónicos que amplificam determinados sons, tornando-os mais audíveis para pessoas com perda de audição.

Os aparelhos auditivos retroauriculares destacam-se pela potência, conforto e versatilidade, oferecendo uma solução eficaz para uma ampla gama de perdas auditivas.

Os aparelhos auditivos RIC combinam um design discreto e ergonómico com elevado desempenho, proporcionando uma solução auditiva confortável e quase invisível.

Os aparelhos auditivos CIC são discretos e eficazes. Colocam-se diretamente no canal auditivo, oferecendo uma solução quase invisível sem comprometer a qualidade do som.

Os dispositivos microCIC são uma versão ainda mais compacta dos CIC, praticamente invisíveis e ideais para perdas auditivas leves a moderadas.

Adaptação aos aparelhos auditivos

A adaptação aos aparelhos auditivos pode levar algum tempo, pois o cérebro precisa de se habituar a sons que não “ouve” há muito tempo. Contudo, com alguma paciência e utilização regular, começará a notar progressos e a aproveitar cada vez mais as suas vantagens.

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Perguntas frequentes

Sim, muitos casos de perda de audição têm uma componente genética. Se existirem antecedentes familiares, recomenda-se a realização de testes auditivos periódicos.

Sim, o tinnitus está frequentemente associado à perda de audição. Ambas as condições podem ter causas semelhantes, como danos nas células do ouvido interno.

Depende do tipo de perda. Algumas podem ser tratadas com medicação ou cirurgia. Outras, como as mais comuns, não têm cura, mas os aparelhos auditivos podem ajudar a melhorar a perceção dos sons do dia a dia.

Sim, em alguns casos a perda de audição pode estar associada a tonturas. O ouvido interno não é responsável apenas pela audição, mas também pelo equilíbrio. Quando esta parte do ouvido é afetada, podem surgir sintomas como tonturas, vertigens ou sensação de instabilidade.

Se a perda de audição vier acompanhada de tonturas, é aconselhável procurar avaliação médica para identificar a causa e receber o tratamento adequado.

 

Olhe para a pessoa, fale de forma clara, sem gritar nem exagerar na articulação, e reduza o ruído de fundo sempre que possível. Utilize gestos naturais para facilitar a compreensão, mantenha a paciência e mostre disponibilidade para repetir algo, se necessário.

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